★ – Dia Nacional do Café: qual o potencial do grão no Cerrado Goiano?…

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Especialista da UNA analisa como a produção têm se transformado pelo estado

Crédito é Reprodução/Freepik

A diversificação de culturas deve impulsionar ainda mais a expansão do café na região e pequenos e médios produtores, segundo o professor de agronomia da Una, Marcelo Sales.

Catalão, 21 de maio de 2026 – Em uma travessia por gerações, hábitos e regiões, o café cruza todos os Brasis, e deu até nome a um acordo político na Primeira República. Em 24 de maio, a bebida é celebrada marcando o início da colheita no país, contornando questões econômicas, culturais e sociais da cadeia cafeeira. Em Goiás, apesar de ainda representar uma parcela menor da produção nacional, o estado chama atenção pelos índices de produtividade e manejo, com a cafeicultura se desenvolvendo principalmente no Cerrado.

Marcelo Sales, professor de Agronomia da Una, em Catalão (GO), prevê crescimento para a cafeicultura na região. A cidade no Sudeste goiano, que integra o grupo dos oito municípios responsáveis por cerca de 92% da área cafeeira do estado, se beneficia da proximidade com o Triângulo Mineiro – onde municípios como Araguari estão entre os principais produtores do país.

“Pelas regiões de Campo Alegre, por exemplo, a rentabilidade da cafeicultura tem superado a de grandes culturas como soja e milho, com uma renda por hectare mais vantajosa do que a desses cultivos anuais. A diversificação de culturas deve impulsionar ainda mais a expansão do café na região e pequenos e médios produtores já colhem bons resultados”, comenta.

Em 2026, o cenário nacional é positivo para o setor. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta safra de 66,2 milhões de sacas no Brasil, crescimento de 17,1% em relação ao ciclo anterior, impulsionado pela bienalidade positiva do café arábica e pelas condições climáticas favoráveis. 

O professor da Una entende que há potencial quando se pensa no município e cidades vizinhas, além de que práticas já existentes e produtores locais podem alavancar a cafeicultura na região, com café de qualidade.

“Catalão já adota algumas tecnologias, principalmente de manejo de solo, do uso de herbicidas e formulação de adubo. A cidade tem se beneficiado com a cafeicultura e também tem a contribuir com o conhecimento de todos os pequenos e médios produtores, com as suas expertises”, afirma Marcelo, que também é especialista em Irrigação e Drenagem de solo. 

Água na quantidade e no momento certo 

O café produzido em Goiás é majoritariamente pelo uso de sistemas de irrigação, destacam análises da Conab. A tecnologia se tornou uma exigência das condições climáticas do lugar. Mas, como alerta Marcelo Sales, adotá-la sem planejamento é um erro que pode custar caro, para o produtor e para o meio ambiente. 

Em um bioma que já enfrenta pressão sobre seus recursos hídricos, a escolha da técnica certa é fundamental.

“Irrigar nada mais é do que jogar a água no momento e na quantidade correta. Molhar é jogar a água, e irrigar é saber a quantidade exata e o momento exato para que a planta produza seu máximo potencial produtivo de frutos”, distingue. Sistemas como o de gotejamento são um exemplo mais eficiente no uso da água, apontados pelo especialista como o caminho para uma produção mais sustentável. 

Una

Com mais de 60 anos de tradição em ensino superior, o Centro Universitário Una, integrante do maior e mais inovador ecossistema de ensino de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima, oferece mais de 130 opções de cursos de graduação. Foi destaque na edição 2024 do Guia da Faculdade, iniciativa da Quero Educação com o jornal ‘O Estado de São Paulo’, com diversos cursos classificados entre 4 e 5 estrelas. A instituição preza pela qualidade acadêmica e oferece projetos de extensão universitária que reforçam seus pilares de inclusão, acessibilidade e empregabilidade. Além, de infraestrutura e laboratórios de ponta, corpo docente altamente qualificado e projeto acadêmico diferenciado com uso de metodologias ativas de ensino. A Una também contribui para democratização do Ensino Superior ao disponibilizar uma oferta de cursos digitais com diversos polos de educação.

Náthaly Escobar 

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