Uso de glitter, cílios postiços e produtos irregulares aumenta risco de infecções e lesões oculares durante a folia

Está aberta a temporada de pré-carnaval em várias cidades do país e, no Tocantins, não é diferente. Em meio à música, às fantasias e à maquiagem caprichada, um cuidado costuma ficar em segundo plano: a saúde dos olhos. Dados da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO) indicam que, a cada dez mulheres, duas apresentam algum tipo de problema ocular relacionado ao uso inadequado de cosméticos.
Embora façam parte da rotina, durante o Carnaval os produtos aplicados próximos aos olhos exigem atenção redobrada. Segundo o médico oftalmologista do Hospital de Olhos de Palmas (HOP), Dr. Hugo Miguel de Santana, os riscos vão além de simples irritações.
“É comum ver pacientes com alergias, inflamações nas pálpebras e até lesões na córnea causadas por hábitos como dormir de maquiagem, reaplicar produtos sem higienizar a pele, usar itens vencidos ou até o compartilhamento de produtos”,
explicou.
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Outro ponto de alerta está no uso de maquiagem sem procedência ou sem aprovação dos órgãos reguladores. Glitter, cola para cílios postiços e demais itens vendidos de forma irregular podem conter partículas abrasivas ou estar contaminadas.
“Quando esse material entra em contato direto com os olhos, o risco de infecção ou de ferimentos aumenta, principalmente se a pessoa coçar ou tentar remover o produto de maneira inadequada”,
acrescentou o especialista.
Quando o assunto é maquiagem, o ideal é evitar o uso prolongado, respeitar o prazo de validade e nunca dormir com os produtos. Sintomas como ardência, vermelhidão, dor ou visão embaçada não devem ser ignorados e precisam de avaliação oftalmológica. Em caso de desconforto persistente, recomenda-se buscar atendimento especializado para evitar complicações e garantir que ao final do carnaval restem apenas boas lembranças, e não problemas.









