O Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Tocantins (Sindesto) participou, nesta quinta-feira, 18 de dezembro, de reunião com a Defensoria Pública do Estado para tratar da situação dos repasses financeiros referentes aos atendimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pelo plano Servir.
O encontro contou com a participação do defensor público Freddy Alejandro Solorzano Antunes, que atua na área da saúde, e teve como objetivo apresentar o cenário crítico enfrentado pelas unidades hospitalares em razão dos atrasos nos pagamentos e da falta de previsibilidade nos repasses.
Durante a reunião, o Sindesto informou que a competência 7 já foi paga e que os pagamentos referentes à competência 8 começaram a ser realizados. No entanto, foi destacado que, caso os hospitais não recebam os valores referentes à referência 9, haverá risco real de paralisação dos atendimentos, uma vez que as unidades não dispõem mais de recursos financeiros para manter os serviços em funcionamento.
O sindicato também apontou a falta de isonomia nos pagamentos, com unidades recebendo em dia enquanto outras, que prestam os mesmos serviços, enfrentam atrasos significativos, além de inconsistências nos critérios de glosas e ausência de uma ordem cronológica clara nos repasses do SUS.
O presidente do Sindesto, Thiago Antônio de Souza, ressaltou a gravidade do momento e a necessidade de uma manifestação urgente do Estado.
“Chegamos a um limite. Se os pagamentos da referência 9 não forem efetuados, muitos hospitais não terão condições de continuar atendendo. Não se trata de falta de vontade dos prestadores, mas de ausência de recursos. Precisamos de transparência e de um posicionamento imediato do Governo para evitar uma paralisação que trará impactos diretos à população”, afirmou.
A Defensoria Pública destacou a importância do acompanhamento do caso e do papel institucional de fiscalização e cobrança, diante dos riscos à continuidade dos serviços de saúde.
O Sindesto informou que seguirá exercendo seu papel de representação e cobrança, mantendo o diálogo com os órgãos competentes e alertando as instituições de controle sobre a gravidade da situação, reforçando que a manutenção dos atendimentos depende diretamente da regularização dos repasses por parte do Estado.
Fonte:> Precisa Assessoria e Comunicação










